A maioria das crianças surdas chega à escola sem uma língua, pois, no convívio familiar, não dispõe dos Sinais para ser sua primeira língua.Na maioria dos casos não há uma comunicação satisfatória entre o surdo e a família ouvinte, iniciando-se, aí, o processo de exclusão. E, normalmente a família compensa o sentimento de culpa, permitindo o comportamento “sem limites” a esse filho, que se aproveita da situação, contribuindo para a dificuldade de uma vida adulta independente e feliz .Então, quanto mais cedo a criança surda entrar em contato com a LIBRAS, melhor para seu processo de desenvolvimento e para que obtenha pré-requisitos para a aquisição da segunda língua - a Língua Portuguesa – que deve ser ensinada de forma diferente para os surdos com estratégias e técnicas próprias.Assim, o aluno deve ser incentivado a desenvolver a língua de sinais, para que ele possa fazer parte de um mundo da estruturação de pensamento, pois quem não domina uma linguagem não tem pensamento bem estruturado.E é a escola que deve criar um ambiente lingüístico adequado, assegurando-lhe desenvolvimento sócio-emocional, assim, também, como o de seus pais, com atividades voltadas para tal. Para que isso aconteça espera-se que a escola desenvolva um trabalho educacional com ênfase nos pontos fortes da criança e, não para o que lhe falta, a fim de que sejam respeitadas as diferenças. É no sistema de LIBRAS que as interações e a comunicação têm maior êxito.A surdez não é uma incapacidade, mas uma diferença. Assim, o surdo apreende o conhecimento preferencialmente pelo canal visual - o seu ponto forte. Dessa forma a escola, atenta a esse aspecto, alicerçará seu projeto educativo a partir desse enfoque.É imprescindível que os responsáveis pelo ensino do surdo estabeleçam uma pedagogia onde cada educador seja operante competente e responsável pela contribuição de um ensino de qualidade ao surdo. Assim estará garantida a sua inclusão social, levando-o à qualificação tal qual o ouvinte.Com paciência e atenção faremos com que a barreira da comunicação entre surdos e ouvintes se desmorone, proporcionando a ambos uma vivência plena.
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